Criatividade abre portas para convivência com o Semiárido


Na Comunidade de Mucambo, há 16 quilômetros do município de Riachão do Jacuípe, a família do agricultor Abelmanto Carneiro de Oliveira sobrevive com muita criatividade e cuidado com meio ambiente. Numa propriedade de 25 hectares ele desenvolve diversas atividades que mostram como o/as agricultores e agricultoras pode, através de simplicidade e curiosidade, melhorar a qualidade de vida. Abel como é conhecido, conta como conseguiu implementar práticas agroecológicas e se tornar exemplo na comunidade. Ele conta que sempre participou de cursos, reuniões, intercâmbios, além das atividades do Projeto Prosperar, do Movimento de Organização Comunitária (MOC). Um exemplo disso é a forma como o agricultor trabalha com as plantas frutíferas, aproveitando a área da barragem subterrânea, a diverssificação feita por ele pode ser percebida coma o numero de fruteiras como manga, goiaba, mamão entre outras. Para facilitar a irrigação da horta, o agricultor desenvolveu um sistema de irrigação a partir de materiais recicláveis, como canos de caneta, garrafa pet e mangueira que através de uma bomba d'água manual, noemada por ele de bomba malhação, o agricultor retira a água do barreiro, que é levada da mangueira até a horta, utilizando a caneta como aspersor, que lança os jatos d'água para irrigar a plantação. Abel conta que começou a entender o que isso significava através das práticas que tinha em sua propriedade. Ele queria trabalhar diferente dos demais, preservando a vegetação. Um dos planos de Abel é retirar todos os animais e deixar o solo repousar por algum tempo. Através das trocas de experiências de agricultor para agricultor, começou a podar o capim, que ele deixa desidratar na sombra das árvores. Dessa forma ele produz o feno. Já possui um depósito, onde armazena a alimentação dos animais. Seguir experimentando e observando é o que ele pretende. Na medida em que desenvolve novas práticas e dá bons frutos ele vai ampliando, à medida que não dá certo descarta. Mesmo com tantas inovações, ele acredita que ainda falta muito completar o processo agroecológico.