Os projetos no Brasil foram elaborados levando em consideração dois aspectos relevantes: 1) O acordo com o Governo Belga para reduzir progressivamente o apoio de DISOP no Brasil, enfocando a durabilidade dos parceiros e das suas atividades: viabilidade institucional, técnica, financeira; 2) Consolidação da democracia no Brasil e a parceria crescente entre as organizações da sociedade civil (3° e 4°setor) e os poderes públicos. Os projetos foram elaborados no âmbito de parcerias com os poderes públicos e os serviços criados por nossos parceiros terão que ser inseridos nas políticas públicas até o final do 2° ciclo do programa em 2013. Na parceria com Disopbrasil são valorizadas as redes já constituídas, a experiência acumulada, a militância dos parceiros, a descoberta de novos atores sociais e o protagonismo da juventude. Os projetos apoiados pelo Disopbrasil, em parceria com o Disopbélgica, têm como objetivo contribuir com o desenvolvimento sustentável, com a melhoria da qualidade de vida dos sujeitos no meio rural e urbano.

Neste programa (2008-2010), as ações prioritárias são voltadas para o Desenvolvimento Rural e Urbano:


1. Consolidação do Movimento dos Centros Familiares de Formação por Alternância (CEFFA). São beneficiados com esta ação 240 escolas, 20.000 jovens em formação e 17 estados. 2. Desenvolvimento Rural no Nordeste da Bahia, projeto denominado “Parceiros da Terra”. São beneficiadas, com esta ação de extensão rural, 15.000 famílias de agricultores de 64 municípios, coordenados pela rede de ATER da região, a Rede Parceiros da Terra (REPARTE). 3. Desenvolvimento rural da região de Januária–MG. São beneficiadas com esta ação 3.500 famílias de 5 municípios. 4. Promover formação geral e profissional de ciclo curto. São beneficiadas com esta ação 2.000 famílias. 5. Formação em gestão de pequenos negócios. São beneficiadas com esta ação 1.000 famílias.

Principais desafios:

• O problema do “marco legal”, da relação sociedade civil com o poder público, consequência do não reconhecimento do trabalho realizado, da burocracia, de normas e procedimentos não realistas e insustentáveis.
• O problema da capacidade de resposta das entidades da sociedade civil: deficiência na articulação política, dificuldade de negociação, de elaboração de projetos e de gestão.